Informações: Microchip

Existem diversas formas de identificar um animal de estimação, desde coleiras com plaquinhas até tatuagens. Porém, atualmente o microchip é a forma mais moderna e eficaz de identificação animal, pois ao contrário dos demais sistemas de identificação, não pode ser adulterado ou perdido.

Muitas pessoas se confundem quanto ao uso deste método, acreditando ser possível a localização do animal através de radar, ou que o dispositivo carregue dentro de si todas as informações do animal, tais como nome, endereço, telefone etc.

Na verdade, o transponder é uma minúscula cápsula, do tamanho de um grão de arroz, implantada sob a pele do animal de forma indolor com o uso de um aplicador especial, e o procedimento é tão simples quanto o da vacinação. No caso dos cães, o dispositivo é implantado na região da cernelha, entre as escápulas, tornando-se imperceptível ao toque. Após a implantação, o organismo se incumbe de encapsular o transponder, onde ele permanece por toda a vida do animal.

Dentro de cada transponder há um microchip, composto de um capacitor e uma bobina lacrados hermeticamente em vidro biocompatível, o que impede a rejeição do dispositivo pelo organismo, e existe um número memorizado no interior do mesmo, que pode ser recuperado através de um leitor manual (ou tracker, que é um scanner portátil que gera um sinal de rádio e energiza o microchip, fazendo-o transmitir de volta o seu número). Cada microchip possui um número único e inalterável, e sendo assim, ao implantar o microchip, é conferido ao animal um "RG eletrônico", que não poderá ser adulterado ou perdido.

O número do microchip fica registrado em uma central de identificação, onde constam todas as informações necessárias sobre o animal e seu proprietário.

Em alguns países como a Espanha, o uso do microchip é obrigatório em cães. Isso permite a fácil e rápida localização de animais perdidos ou roubados, uma vez que todas as clínicas veterinárias possuem o leitor para microchip. No Brasil, o uso do microchip é obrigatório em algumas espécies exóticas, como os ferrets. Isso permite o controle sobre o número de animais importados e a identificação de animais que foram comercializados de forma ilegal. O Centro de Zoonoses de SP já implanta microchips em animais de grande porte (cavalos e vacas) capturados e posteriormente doados. Caso esse animal apareça perdido novamente nas ruas, será mais fácil devolvê-lo ao dono.

A Confederação Brasileira de Cinofilia adotou o sistema de identificação através de microchip, visando manter em seu banco de dados as informações de cada cão registrado na entidade. Todo cão que participa de exposições necessariamente devem possuir este dispositivo, e as únicas exigências feitas são que o microchip não seja migratório, e que sua leitura possa ser realizada por um leitor universal.

O uso do microchip se amplia a cada dia, e não há registros de quaisquer malefícios que o dispositivo venha a trazer ao animal a longo prazo.

FONTE: Clube do American Pit Bull Terrier

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